A história do Caroldo

Ontem foi o Dia da Poesia, e eu estou com uma meta de ler 20 páginas do livro A Rosa do Povo do Drummond, confesso que tem sido uma tarefa desafiadora, principalmente porque as palavras em um poema são tão singelas, mas cheias de significados intrínsecos.
Quando o Isaac tinha dois anos, ele chegava a casa me pedindo um Elefante, eu não sei ao certo como ele descobriu o animal, mas me lembro dele chorando e eu tentando dizer que elefantes reais não são animais domésticos e não dá para ter em casa que já tínhamos uma gatinha, pensei em várias soluções e escolhi comprar um bichinho de pelúcia. Fui à Twenty Five e comprei um bem grande, lembro-me como se fosse hoje, minha avó o pegava da perua, e o mano Rato estava lá também, quando ele viu, foi amor a primeira vista, meu padrasto ajudou a batizar, deu o nome de Aroldo, o pior era que ele não conseguia falar o nome e sempre falou Caroldo.
            Esse ano o Caroldo completa 3 anos ao lado do Isaac, ele já foi remendado diversas vezes, e até perdeu o rabo. Uma história engraçada é que fomos para Belo Horizonte viajar nas férias e ele sentia tanta falta do Caroldo tanta falta que pedi para o meu namorado na época mandar um vídeo fingindo que era o elefante, o mais surpreendente foi o ver falando que aquela voz (do meu namorado) não era a voz do Caroldo hahahhahaha.

            Voltando a Drummond um poema que li e me trouxe uma reflexão interessante foi o
Elefante

Fabrico um elefante
De meus poucos recursos
Um tanto de madeira
Tirado a velhos moveis
Talvez lhe dê apoio
E o encho de algodão
De paina, de doçura
A cola vai fixar
Suas orelhas pensas
A tromba se enovela
E é a parte mais feliz
De sua arquitetura (...)

            Deixo aqui um trecho para que vocês possam observar o modo singelo, li o artigo de Marco Antônio Casteli que fez a analise o poema e o ponto que me chama atenção foi a reflexão sobre como pensamos quando somos crianças e como o amadurecimento pode ser voraz:

Homens que não se expõem que criam à sua volta a própria armadilha — o seu medo,medo que é a sua coberta. Impedem-se a si mesmos de verem-se ao espelho esse bicho-criança, a alma, o ser, o humano.

A Adriana Calcanhotto gravou um vídeo onde recitou o poema, que também é lindo por sinal, enfim...


Por enquanto é isso, até amanhã

Comentários

  1. Amei! Mas esqueceu de mencionar que quem dá movimentos ao Caroldo sou eu. O Caroldo não fala com palavras, e eu e o Isaac sabemos disso.

    ResponderExcluir
  2. Aiiii Sim Linda Homenagem ao Querido Caroldo. Que esse Carinho e esse Amor por algo tão simples e tão Puro, possa sempre fazer parte da Vida do Isaac

    ResponderExcluir
  3. Ah Fui eu o DaniBoy que escrevi ai em Cima ☝️

    ResponderExcluir
  4. Mininaaaa amei lembrar do Caroldo na gravação . Adorei a ideia do blog mas gostei mesmo foi de ver a carinha do Batman Cansado na foto . 😍Saudades doceis uai

    ResponderExcluir
  5. Ele não esqueceu o Caroldo,n na festinha de aniversário dele, e ficou toda hora falando do Caroldo!! Mto fofo ♥️

    ResponderExcluir

Postar um comentário