The Midnight Gospel


Dedicado ao Meu filho Isaac, as minhas mães Teresa e Andréia, a minha irmã Lívia. Amo vocês.

Eu prefiro não acreditar na reencarnação, estou assistindo Midnight Gospel, que foi inspirada em um podcast, onde personagem principal tem a oportunidade de viver várias vidas e conhecer várias terras e outros planetas também. O desenho é bem incrível, um tanto quanto viajado, fala sobre meditação, sobre a vida, infância, realidade, espiritualidade, são vários assuntos incríveis com um mundo fantástico.
            Eu dou valor as minhas vivências, mas há fases da vida onde eu me detestei. Uma lição que a animação trouxe foi: Abençoado sejam os nossos pés que fizeram esse caminho, a cada viagem o Clancy traz consigo para sua realidade um par de sapatos, e a gente faz isso o tempo todo trazemos nossas vivências.
A série fala muito sobre meditação, seus três estágios: o primeiro, o Silencio – para se permitir escutar – em segundo a Calmaria, e em terceiro o Espaço. Algo que chama atenção é a constante batida na tecla que a meditação é a preparação para a morte, os seres humanos estão presentes e ausentes na terra, temos a mudança de forma, transfiguração.
No ultimo Ep ele faz uma visita para sua mãe e tem um extenso diálogo sobre meditação e estar consciente. E num sonho lúcido ele dá a luz a própria mãe, vemos um universo, sua primeira casa é claro, quem te apresenta para um novo mundo, a terra. Depois continua falando sobre do que somos construídos e aí vem uma metáfora do Rio, onde explica todo dinamismo fluido, a transformação presente dentro de nós. Fora do espaço e do tempo, estão a nossa essência, aprendizado, e cultura. E o Ego é o que faz repensar as atitudes.
Clancy pergunta para sua mãe: O que eu faço se eu se eu sofrer? Ela responde: Você chora. Achei sensacional principalmente porque desmistifica o homem que não chora. E ele fala que é difícil, mas é algo que todos temos que lidar, o universo parece ser tão estável se estamos vivendo no automático. A futura morte da mãe por um câncer gera enorme impacto, segundo ela essa verdade é uma sensação que todo ser humano vai vivenciar, e o quanto é ruim observar as pessoas estarem fazendo coisas banais.
A mãe dele diz que lidar com a morte abre o coração, ele pergunta: Abrir o coração é doloroso? Ela responde: A dor se transforma, pode se tornar amor, é a realidade... O jeito é deixar a vida correr com o rio. Morte do ego, que trás maior vivencia e benevolência as pessoas... Quem quer carregar o peso? Você não e eu não... Eu te amo muito e Eu também te amo, e esse tipo de amor não deixa de existir, podendo deixar esse plano de existência, mas o amor não deixará de existir em plano nenhum. Amor esse de mãe e filho. É simplesmente lindo.
     Eu sei muito bem o que vivo todos os dias, estou presente, talvez por isso não queira reviver nada. Não sabemos se a alma realmente existe nada foi constatado, por enquanto não acredito que teremos uma nova oportunidade e talvez seja isso a força que me faça tentar ser uma pessoa melhor a cada dia.

Rolling Stone · The Midnight Gospel não é o desenho 'tipo Rick and ...

            Por enquanto é isso, até daqui a pouco!

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