Anda com fé eu vou...


Para Will, concordo quando você diz que: “A palavra é igual flecha depois que a gente solta, não tem volta”.
Um pedido de desculpas, às vezes eu erro.

Bom, eu fui criada em uma família Católica Apostólica Romana, quando tinha mais ou menos 9 anos fiz parte do grupo de coroinhas, era legal porque lá a maioria estava por livre espontânea obrigação o que nos unia de certa forma, a meta da popularidade na época era tocar o sino, mas somente as pessoas maiores faziam isso pois machucava as mãos. Eu fui crescendo, fiz primeira comunhão, crisma e foi lá que conheci o pai do meu filho também. 
Quando morava com minha avó ela sempre falava dorme com Deus e onde eu estiver sei que ela ainda falará, e quando vai acordando durante a noite vai repetindo, e aí de quem não responde. Outro fato é que sempre vejo meu padrinho e dou oi e ele mesmo vendo que não ligo para formalidades fala Deus abençoe. A madrinha do Isaac faz ele pedir benção, de algum modo acho bonito, pois é uma forma dessas pessoas se mostrarem preocupadas em relação aos nossos caminhos. 
Minha avó tem muita fé e quando eu estava ganhando o Isaac liguei para ela e disse que se não ganhasse o menino até as 11 da manhã, lembrando que tinha entrado em trabalho de parto no dia anterior no mesmo horário, teria de fazer uma cesariana e não queria pois sei tudo o que poderia passar, enfim, ela rezou para Nossa Senhora desatar os nós e logo na sequência eu tive o filho, pode ter sido um conjunto de fatores, mas a história é bonita.
       Na minha adolescência resolvi mudar da água para o vinho, eu gostava muito da cultura japonesa, animes, mangás, a língua tudo era incrível na época e resolvi ser budista, o Budismo de Nitiren tem como base a fé a prática e o estudo. Na fé e na prática temos o tipo de meditação que trás a entonação do mantra Nam Myoho Rengue Kyo durante o período que seu coração mandar, e a oração ao acordar e antes de dormir Gongyo e o que mais gostava era de ouvir as histórias, as parábolas budistas são realmente lindas.
      Nessa mesma época eu morria de medo de Candomblé e Umbanda por ouvir umas histórias da minha avó, e confesso que até hoje não são religiões que me atraem, mas já tenho algum conhecimento e respeito. Gosto por das entidades com referências a elementos da natureza, principalmente quando fala de mulher, em relação a água, ao fogo, acho lindo.
     Depois comecei a fazer Artes Visuais e assim como Matrix me foi oferecido duas pílulas, uma da verdade e a outra da ignorância. Eu escolhi a da verdade. Nas aulas de História da Arte em períodos como o Barroco nós começamos a perceber o quanto a Igreja fez um grande mal para a sociedade, impondo o seu modo de conduta. Hoje eu tenho estudado feminismo e minha visão sobre o papel da religião está se consolidando.
    Todas as histórias tem duas versões, o lado bom das religiões é que auxiliam a levar esperança para as pessoas, e cientificamente já foi comprovado que quem acredita em alguma coisa tem maior possibilidade de viver a doenças graves. Enfim são escolhas.
Algo que sempre me perguntam é se eu acredito em alienígenas, somos egoístas de achar que não tem outros tipos de vida em outros planetas ou órbitas, amo ficção científica, comecei com vendo Arquivo X com uma amiga da minha mãe, hoje estou lendo Armada como o escritor é contemporâneo parece que está falando de uma invasão aliem de hoje, isso me lembra que invejo a tecnologia dos livros, e realmente queria ter um ComQ.
     Hoje tenho minha espiritualidade, hoje sou praticante de Meditação de Atenção Plena, acendo meu palo santo, deixo o perfume tomar conta de casa, tenho um oratório que tem pedras, cristais, meus tarôs que jogo para os meus amigos quando eu quero, têm dois darumas, aos quais fiz pedidos e eles não realizam, tem flores, velas, para iluminar meu caminho, e um pergaminho do budismo de Nitiren Daishonin. Quando sinto vontade tomo um banho de cheiro, pois sou bonita e pego quebrante. Lembro-me de minha avó me dando banho de arruda para espantar o mal. Tento fazer o bem, no budismo tem uma história que fala que meditar é como polir um espelho, na época os espelhos eram de cobre, então para você obter o reflexo tinha que polir todos os dias o espelho, e é isso que fazemos quando decidimos nos tornar pessoas melhores passamos a observar um dia após o outro, isso é chamado de Revolução Humana.


            Por enquanto é isso, até amanhã!

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