Musa, deusa


Eu já disse que participo de alguns clubes de leitura e um dos que mais mexem comigo é o lendo Beauvoir, no dia 16 teve uma reunião online, porém eu não estava bem para participar então hoje acabei escrevendo algo que acho ser interessante compartilhar aqui também:
Boa noite. Sei que está tarde no dia do diálogo não deu para participar, mas queria compartilhar algumas coisas:
Quando o livro fala sobre o Casamento endógamo, e mais adiante traz o contexto da visão da mulher presente nas religiões e em textos sagrados:
O Levítico assimila-a aos animais de carga que o patriarca possui. As leis de Sólon não lhe conferem nenhum direito. O código romano coloca-a sob tutela e proclama-lhe a "imbecilidade". O direito canônico considera-a a "porta do Diabo". O Corão trata-a com o mais absoluto desprezo.
Lembrei na hora de uma série chamada Nada Ortodoxa, de uma mulher que está cansada de seguir a cultura judaica, e resolve dar outro rumo na sua vida, eu não vou prolongar porque sei que dou spoilers de mais hahhahahaha, mas a série é curtinha e interessante.
Outra coisa que me reconheci é quando fala que a mulher é Mediadora do direito e não detentora, e ser chefe não significa ser soberana. Eu sou mãe solteira de um menino de cinco anos e durante muito tempo eu não aceitei a condição e sempre estava louca para formar família do modo tradicional. Com o passar do tempo desencanei e quando meu filho me questiona o fato de não ter um pai ou a figura de um homem presente eu simplesmente respondo porque não é necessário.
Tenho aprendido muito com vocês
Um beijo

Algo que não coloquei no depoimento foi sobre uma parte onde ela fala das mitologias e eu não sou muito fã, contudo eu não sabia o porque, agora lendo Segundo Sexo percebo que a mulher nunca está no papel central é sempre coadjuvante, step para o homem fazer algo magnífico, enfim agora tenho um motivo real para desgostar.

Devaneios noturnos.

Por enquanto é isso, até daqui a pouco e beijos da deusa <3

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