Na Janela


       Hoje foi um dia de aprendizado, a Companhia das Letras está com uma série chamada Na Janela onde estão estabelecendo diálogos com escritores incríveis, alguns eu já conhecia outros não.
No final de 2018 escolhemos no clube de Leitura que participo da Companhia das Letras no trabalho os livros Quem tem Medo do Feminismo Negro (Djamila Ribeiro) e Na minha Pele (Lázaro Ramos), a experiência foi simplesmente incrível, A Djamila Ribeiro foi quem me abriu as portar para leituras sobre Feminismo, Feminismo Negro e Negritude, atitudes que eu achava comum ela me mostrou que não era desmitificando assim todas aquelas construções culturais que tinha.
Hoje ela formou um diálogo com a Heloísa Buarque de Holanda mediado pela Guilliana Bianconi no diálogo falou sobre os Feminismos, ela trouxe um termo que eu ainda não tenho ciência e que realmente me chamou atenção, Feminismo Afro Latino Americano e citaram algumas referências de suas pesquisas, uma curiosidade de sua trajetória que eu também não conhecia foi que ela deu aula no Educafro, que é um Cursinho Pré-vestibular social, ao qual eu tenho grande admiração. E o mais interessante foi vê-la falar que quando ela prestou a iniciação científica teve que mentir falando que somente estudaria Simone de Beauvoir, uma feminista branca para obter a sua aprovação, e depois reformulou todo projeto para adequar aos seus interesses reais.
Uma fala que me tocou da Heloísa Buarque acerca do Feminismo é que ele ainda precisa avançar, com o estudo do Feminismo na quebrada teve um impacto muito grande porque as parcelas de mulheres periféricas participantes relatam que apesar de realizar a luta, quererem os direitos, e ainda enfrentarem a violência elas não querem ser declaradas como feministas por dizerem que é algo direcionado as elites. Elas têm outras demandas, com um princípio contextual que o Feminismo ainda não consegue inserir, mulheres que não conseguem a escuta de outras mulheres.
E a Djamila argumentou que esta escuta está dentro da temática do Feminismo Negro, onde saberes não acadêmicos presentes nessas mulheres, como as nossas avós, que são conhecedoras, por exemplo, das ervas, e que não são valorizados. Estabelecendo relações dialéticas e não dicotômicas, unido a academia com a cultura popular, e compreender como eles nos constituem.
Depois desse diálogo teve outro sobre Histórias Negras com o Flávio dos Santos Gomes e a Wlamyra R. de Albuquerque mediado por João José Reis. Alguns assuntos presentes como o Negacionismo histórico, a valorização da cultura Afro-brasileira, as novas narrativas acadêmicas contemporâneas levando em consideração todo contexto romantizado escravocrata são simplesmente meu xodozinho e o Flávio Gomes em especial deu umas respostas sensacionais.
Nas duas Lives os mediadores estabeleceram conexões com a situação da pandemia de COVID-19 e aqui principalmente um fato foi levado em consideração, que as maiores populações negras estão sendo as mais afetadas pela doença, nos Estados Unidos e aqui no Brasil e se nós levarmos a constituição dos sistemas de saúde a grande maioria que está fazendo os cuidados, enfermeiros e auxiliares de enfermagem também são negros. O que esses dados querem dizer economicamente? Vou deixar a questão para vocês responderem.
Ah essa série na Janela está com outros autores, e outros assuntos, como o Yuval Noah Harari, que escreveu Sapiens, Homo Deus, 21 lições para o século XXI, aqui em formato de entrevista com o jornalista André Petry ao qual eu estava presente, em 2019 fui convidada pela Debinha, muito chique gente.
Ontem a minha única intenção para o hoje seria assistir a Live da Tuyo, chorar e descansar. A live foi hiper curta trinta minutos somente, amei a seleção das músicas, eu acabei nem chorando estava lavando louça e nem refleti sobre os meus sentimentos. Agora estou vendo a da Liniker, acústica maravilhosa, vou deixar tudo aqui pro ces.




Por enquanto é isso, Até amanhã!


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