A dona do Ilê


Eu tenho duas mães, uma que me criou e outra que me concebeu ao mundo. Como eu já fiz uma publicação sobre a minha mãe/vó hoje vou escrever sobre a Deia.
      Vamos lá, minha mãe me teve aos 15 anos com um cara babaca que não foi capaz de cumprir suas obrigações enquanto pai, como consequência disso ela teve que ir trabalhar para trazer todo sustento de casa. Em minha infância a gente quase não se via o que foi ruim, visto que além do dinheiro eu precisava de representatividade.
     Lembro-me de alguns momentos quando era pequena, uma vez eu estava com o cabelo bagunçado e ela tentou fazer um penteado, sem brincadeira, ela colocou uma caixa de grampo na minha cabeça hahahhaha. Ela sempre foi muito bonita, sempre saia perfumada, tem características marcantes como escolher o mesmo modelo de roupa, não gostar de nada florido e ser a rainha do marrom, mas penteados e maquiagem não são suas habilidades.
    Tivemos vários conflitos em minha adolescência, ela não me conhecia, e como não acompanhou meu crescimento não sabia muito lidar com as situações. Nesse mesmo período via que ela sempre estava trabalhando, o que me chamava atenção era que não importava como, mas quando ela lançava um objetivo, seja ele de comprar um carro ou ir viajar para a Bahia ela simplesmente fazia. Eu tive uma criação diferente, não fui educada para constituir família, fui educada para fazer o que eu quisesse, mesmo assim como uma boa canceriana ela tinha seus medos e tentou me proteger de várias situações que sabia que iriam dar errado.
Sobre afetividade, como ela passou por muita coisa ruim sei que ainda tem alguns bloqueios, nós damos dois abraços por ano, um de aniversário e um no Natal, mas sei que ela me ama do jeito dela e eu também a amo do meu jeito, porque sei que não sou uma pessoa tão fácil de lidar, eu não faço ligações, mal mando mensagem, mas meu povo sempre está na minha mente e coração.
       A nossa relação está mais para uma amizade do que para um relacionamento de mãe e filha, o que para mim hoje não é algo ruim. Tem pouco tempo que ganhei a minha irmã, creio que seja uma nova oportunidade que ela está ganhando da vida, de cuidar de alguém, estar perto, aconselhar. Creio que tudo que passamos juntas serviu como aprendizado para nós duas e a Lívia será uma mulher forte, linda e muito mais feliz que a gente.
            Feliz dia das mães Déia amo você!


            Por enquanto é isso, até daqui a pouco!

             

Comentários

  1. Mães, mães as sempre imperfeitas mulheres perfeitas Não há manual para educar a cria, mas nascemos com o instinto da proteção do filhote. Não é fácil ser mãe e na adolescência é ainda mais difícil, contestamos tudo somos os "poderosos " inseguros até entendermos que dominamos o mundo apenas carregando ir no coração e aceitando as pessoas e as coisas como elas são. Também tive duas mães, a minha mãe Dona Nininha do Araxá e a mãe Teresa Amargosa que emprestei para ser mãe da Andreia e vó da Thamires kkkk Uma se encantou e é a estrela mais linda no céu do Araxá , a outra amargou com tanto carinho que virou doce e mora no meu coração . Amei seu texto que me levou a pensar que somos felizes porque tivemos duas mães e experimentamos o amor de várias formas sendo que todas nós ensinaram a ser fortes. Um sentimento: eu devia ter abraçado mais porque estrelas não são tangíveis e não recebem abraços . Feliz dia das mães para Andreia e Thamires e gratidão a Teresa e Dona Nininha porque nos deram Família.

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